Ensino de administração no Brasil

Ensino de administração no Brasil

Não há um único problema. Há problemas variados que geram um grande defeito no sistema. O mundo mudou e o ensino de administração congelou no tempo. Os currículos são quase todos iguais, muitos conteúdos repetem discursos há décadas, ou pior, flutuam conforme modismos do momento. No final o Brasil segue formando administradores com conteúdos superficiais, pouco críticos e reflexivos, e orientados à repetição de modelos e discursos pré-modelados. Acreditamos que nos cursos de administração em geral há uma perda substancial de tempo e oportunidades com disciplinas antigas, pouco renovadas e absolutamente desconectadas do mundo empresarial e da tecnologia atual.

Os projetos de formação em administração flutuam em grande parte entre uma teoria pouco científica e uma prática empobrecedora de gerência. As teorias pouco científicas não são orientadas por dados, não valorizam as evidências de pesquisa, são superficiais e quase sempre produzidas sem base sólida ou sem conexão ou impacto na realidade. Por outro lado, as soluções de aplicação prática do conhecimento mais se assemelham a sessões com coaches de carreira ou consultores empresariais que criam narrativas que não resistem a um debate mais profundo.

Há, porém, caminhos muito claros para uma nova realidade. No Brasil já há iniciativas pontuais que estão sinalizando o contexto de evolução do ensino de administração. No exterior, há muito no que se orientar para essa mudança. E foi buscando referências nacionais e internacionais, e pensando em como aplicar isso na realidade da Bahia, que construímos um novo projeto educacional para a administração.

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